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quarta-feira, 19 de março de 2014

Traumatomutilla sp.

Ontem, andando pelo meu quintal, me deparo com o seguinte inseto (a foto não é minha que, por infelicidade, esqueci de tirar uma):


Trata-se de uma Traumatomutilla sp., conhecida também como formiga-feiticeira. Apesar de seu nome, esse animal faz parte da família Mutillidae, de vespas. As fêmeas são ápteras (sem asas), enquanto os machos são alados. De vida solitária, as fêmeas passam grande parte do tempo caminhando no solo em busca de hospedeiros para a postura de seus ovos, já os machos, na maioria do tempo, estão em busca de fêmeas.
As larvas da vespa são parasitas externas (ectoparasitas) de estágios imaturos de outros insetos -grande variedade e abelhas e vespas, moscas, mariposas, besouros e ootecas de baratas. As fêmeas depositam seus ovos diretamente em cada célula, abrindo um pequeno orifício com suas mandíbulas, ou no casulo do hospedeiro. Ao eclodir, as larvas perfuram o hospedeiro com suas mandíbulas afiadas e alimentam-se da hemolinfa (é como se fosse sangue dos vertebrados).
"Acredita-se que as fêmeas de Traumatomutilla sp. alimentam-se de pólen armazenado pelas abelhas, e os machos foram vistos alimentando-se de néctar e pólen de algumas espécies florais."

Fonte: Terrana

sábado, 15 de março de 2014

Os mais simples - Monera

 Como o próprio título já diz, os seres do Reino Monera são os mais simples que existem. Os principais representantes desse reino são as bactérias e as algas azuis.

Basicamente falando: são unicelulares (uma única célula) e procariontes, ou seja, com o material genético sem um núcleo definido, difundido no citoplasma.

Aprofundando um pouquinho, vou dar uma base sobre as bactérias e as algas...

As bactérias possuem uma única célula, porém, podem formar colônias, que é um conjunto de seres. São encontradas na água, no ar e no solo, sendo classificadas de acordo com a sua forma - coco, bacilo, vibriões e espirilos.
Vibriões
Espirilos
Bacilos
Cocos
A reprodução das bactérias pode se dar por simples divisão da célula (bipartição - assexuada) ou então por troca de material genético entre duas bactérias (reprodução sexuada). Apesar de algumas bactérias causarem doenças, que falarei outro dia, algumas são bastante úteis, como as que transformam o vinho em vinagrem, as que ajudam na decomposição de alimentos no intestino, as que produzem vitaminas, que encontram-se nas plantas... Enfim, rs.

Algas azuis

Essas algas geralmente vivem em água doce e podem ser encontradas em colônias, que têm a forma de fios ou laminas. Embora apresentem clorofila, elas são azuladas por causa de um pigmento de cor azul, chamado ficocianina, recebendo o nome de cianofíceas (em grego, kyanos significa "azul"). Mas não se enganem! Algumas podem apresentar a coloração avermelhada. Por exemplo, as que se encontram no mar Vermelho, localizado entre a África e a Ásia.
Além das que vivem em águas doces, há também as de água salgada e as que são encontradas na terra. Como essas algas realizam fotossíntese e fixam o nitrogênio do ar, elas são consideradas organismos colonizadores.

Cianobactérias

Espero que tenham gostado. Até a próxima!



sexta-feira, 14 de março de 2014

Curiosidades

Bom dia, gente. Cá estou eu com três pequenas curiosidades... sim, serão cópias essas, pois não tem como eu "resenhar" elas rs.

# 1: A córnea - a única parte do corpo humano que não recebe sangue é a córnea, no olho. Ela retira o oxigênio do ar.

#2: O pulmão - o seu pulmão esquerdo é ligeiramente menor do que o direito, pois assim sobra mais espaço para o seu coração.

#3: A célula vermelha - a célula vermelha demora 20 segundos para percorrer todo o corpo humano.

É isso aí, espero encontrar mais curiosidades legais.

Fontes: Racha Cuca #1#2 e #3

quinta-feira, 13 de março de 2014

Vegetação II - Formações florestais: Mata Amazônica

Bom dia pessoas. Como combinado, vamos dar continuidade à parte de vegetação. Antes de falar do tipo "mata amazônica", vou classificar as características desse tipo de formação. 

As formações florestais classificam-se em latifoliadas e aciculifoliadas. As primeiras dá-se à presença de árvores com folhas largas, que se agrupam densamente e, quase em sua totalidade, atingem grandes alturas, abrigando em suas copas árvores de pequeno porte, herbáceas e alguns arbustos. Devido ao clima quente e úmido do Brasil, esse tipo de árvores é largamente distribuída dentro do território brasileiro. 
Já as aciculifoliadas compõem-se de árvores com folhas pontiagudas, encontram-se em climas com temperatura mais amena. 

> Marta Amazônica: também conhecida como floresta latifoliada equatorial ou hileia, ocupa (ou ocupava, ao menos) 40% do território nacional,  ocupando quase por completo a Região Norte e parte do Mato Grosso e Maranhão. 
O clima característico é quente e superúmido, com uma floresta densa ao extremo e divide-se em três estratos:
  • Terra firme: parte da floresta localizada na região mais elevada do relevo, livre das inundações;
  • Várzea: relevo de média altitude, com inundações periódicas;
  • Igapó: porção da floresta que se assenta sobre níveis mais baixos da topografia, com solo permanentemente inundado. 

Terra firme

Várzea

Igapó
É isso ai. Não percam a próxima postagem, será sobre a Mata Atlântica.

Obs: Detalhes serão colocados como curiosidades depois.

Até mais ;)

segunda-feira, 10 de março de 2014

Ornithoptera alexandrae

Ornithoptera alexandrae  é o nome da maior borboleta que existe na atualidade. Também chamada dea Borboleta Rainha Alexandra, em honra à rainha Alexandra, esposa de Eduardo VII do Reino Unido. A espécie foi descoberta em 1906 na Papua - Nova Guiné.
As diferenças entre os machos e as fêmeas dessa espécie são bem visíveis.

As fêmeas possuem asas marrons com manchas brancas e um corpo cor de creme com uma pequena mancha vermelha no tórax. As maiores fêmeas encontradas tinham de envergadora 31 centímetros.




Já os machos, menores, tem asas de cor marrom com manchas azul e verde, com uma forte coloração de amarelo no abdômen. A envergadura varia de 16 à 20 centímetros. 


Essa espécie de borboleta leva quatro meses para se transformar de ovo à borboleta adulta, vivendo por mais três meses, o que é bastante comparando com outras espécies de borboleta, que vivem cerca de um mês. 

Uma curiosidade: durante a fase de lagarta, elas se alimentam folhas de uma espécie de planta venenosa, a Pipevine. Com isso, a Rainha Alexandra torna-se mais tóxica para o seus predadores. 

Durante sua vida, uma fêmea põe apenas 27 ovos. Essa baixa produção, juntamente com a erupção vulcânica do Monte Lamington em 1951, que destruiu grandes áreas de habitat do inseto, tem contribuído para a sua atual classificação na União Internacional para a Conservação da Natureza como uma espécie ameaçada. 

Fontes: Wikipédia e Hypescience

sexta-feira, 7 de março de 2014

Darwin - Evolução para todos (Exposição)

Para os que gostam de biologia, de vida e afins, ou mesmo para os curiosos que gostam de aprender, acaba neste domingo uma exposição sobre a história de Darwin, que fala sobre a sua passagem pelo Brasil e sua teoria da evolução baseada na seleção natural.
A exposição é composta por painéis, animais conservados e espécies coletadas por Darwin no Brasil! Tudo desenvolvido pelo Museu de Zoologia da USP (Universidade de São Paulo).
O local da exposição é no Catavento Cultural e Educacional. Como hoje já é sexta, resta-nos apenas o sábado e o domingo para conferir, com entrada das 9h às 16h, e permanência no museu até as 17h. O valor do ingresso é de R$6,00 inteira, ainda conta com meias e isenções. E com uma ênfase ao sábado, que o ingresso é gratuito a todos os visitantes.
Para informações sobre horários, salas, ingressos clique aqui!
Para saber como chegar, de carro, metrô e ônibus, clique aqui!
E o site completo do Catavento é > esse <, que é o mesmo da fonte.

Caso ainda não tenha se convencido de visitar a exposição, no site acima (sim, esse último), tem vídeos sobre a exposição de Darwin.
Particularmente, acho um programa no mínimo interessante para o final de semana, espero que gostem.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Vegetação I - Resumo e introdução



Olá gente! Vou iniciar uma série de postagens sobre a vegetação brasileira. Todas quintas-feiras irá ser publicado um tipo de vegetação, com exceção dessa(hoje), que já vou falar sobre as formações herbáceas e as formações litorâneas. As outras, devido à complexidade, serão postadas separadas.

 Baseando-se na classificação da geógrafa Dora de Amarante Romariz, no Brasil há quatro grandes formações vegetais, que são: florestais, complexas, campestres e litorâneas.


  1. Formações florestais: mata amazônica, mata atlântica, mata dos cocais e mata de araucária;
  2. Formações complexas: cerrado, caatinga e pantanal;
  3. Formações herbáceas: campos;
  4. Formações litorâneas: mangues e dunas.
Como já disse, vamos começar pelas duas últimas.

> Formações herbáceas: também chamadas de formações campestres, compõem-se de vegetação rasteira, com gramíneas e pequenos arbustos e são encontradas em todas as regiões brasileiras. São chamados de "campos limpos" quando há somente cobertura de gramíneas, que são predominantes no sul do país, e os "campos sujos", com arbustos e subarbustos espalhados entre as gramíneas. 

Campo limpo


Campo sujo
> Formações litorâneas: estendem-se por toda a costa brasileira, condicionadas a tipos diferentes de solo e umidade. Com isso, apresentam praias e dunas, outras vezes mangue (troncos finos e pequena altura) e o jundu, que é uma vegetação que não ultrapassa a altura de cinco metros. 
Dunas

Jundu

Mangue
Espero que gostem, apesar de ter ficado um pouco extenso. Deixem sua opinião, é importante!



quarta-feira, 5 de março de 2014

Classificando os seres vivos por reinos

Bom, nada melhor do que começar pelo começo. De uma forma simples e resumida vou definir os reinos dos seres vivos, de acordo com a ordem de evolução.


  • Reino Monera: fazem parte desse grupo as bactérias e as cianobactérias (cianofíceas) - algas. São seres procariontes, ou seja, o material genético desses seres é desprovido de um núcleo organizado, ficando disperso no interior da célula. 
  • Reino Protista: nesse reino estão os protozoários e algas uni e pluricelulares. À partir daqui, os seres passam a ser eucariontes - material genético encontra-se no interior de um núcleo delimitado por uma membrana, a carioteca.
  • Reino Fungi (fungos): o nome é bem sugestivo, e estão contidos aqui os cogumelos, lêvedos, bolores, mofos e orelhas-de-pau.
  • Reino Plantae (vegetal): cabe aqui um reino bem curioso e complexo, mas como disse, essa primeira postagem será resumida, então... estão nesse reino as tão conhecidas "plantas". Briófitas (mugos), pteridófitas (samambaias), gimnospermas (pinheiros) e angiospermas (plantas com flores e frutos verdadeiros). 
  • Reino Animalia (animal): assim como as plantas, cá estão os conhecidos "animais" e suas subdivisões, que veremos mais à frente. São eles os poríferos, cnidários, platelmintos, nematelmintos, anelídeos, moluscos, artrópodes, equinodermos e cordados.
As próximas postagens serão analisando mais à fundo cada um dos reinos. Espero que gostem e comentem/opinem. Boa noite!